Primeiras impressões –

Atenção caro leitor, se você é um daqueles fãs da autora Gillian Flynn e seu vasto histórico de livros, por favor me perdoe, pois não cheguei a ler nada dessa aclamada autora, mas que por uma gama de motivos fui obrigado a dar uma chance para a série que estreou na HBO, no último domingo.

Bom, considerações a parte, tenho que ressaltar o principal motivo que me despertou a vontade inicial de assistir a esse thriller:  Amy Adams. A atriz de 43 anos tem um histórico invejável no cinema e de das obras que pude apreciar, em toda elas fui tocado em algum momento pela brilhante atuação de Adams, seja no suspense ou no drama.

Outro fator que também foi o ponta pé na decisão de querer acompanhar mais uma produção semanal com duração de mais de 50min é o diretor, Jean-Marc Vallée que foi responsável por muitos filmes intrigantes, entre eles o destacado Clube de Compras Dallas. Além, claro da série do mesmo canal que se tornou uma das minhas favoritas da vida “Big Little Lies”.

Uma pergunta no ar

É difícil explicar de uma forma objetiva do que se trata a trama de Sharp Objects, nada é jogado de cara para o telespectador, me arrisco a dizer que esse ritmo lento vai ser a formula de toda a temporada, que pelo pouco que digeri não tenho dúvidas que entrará para a história das séries mais lembradas.

Com quase 100% de tempo em cena, Amy Adams já deixou claro sua entrega à personagem Camille Preaker, uma repórter de crime que é enviada pelo editor do seu jornal para cobrir a história de uma jovem assassinada e de outra que desapareceu numa pequena cidade. O que fica evidente é que o retorno a cidade que também é o mesmo sítio que Camille cresceu, faz com que seja despertado algo que estava guardado dentro da jornalista, numa especie de confronto inicial com os seus próprios demônios.

Uma coisa que inicialmente parece confusa, mas feita propositalmente, são os flashbacks apresentados de maneira não linear. A linha do tempo é bem dividida, em diversos frames são jogadas como corte de cenas fazendo com que quem esteja prestando atenção consiga identificar de fato o que aconteceu no passado de Camille. Tenho também que louvar aqui a brilhante participação da atriz Sophia Lillis (foto acima) que interpreta a versão mais jovem da protagonista.

Com os assassinatos ocorridos no presente a chegada da repórter e os mistérios que cercam seu passado, tenho quase certeza que em algum momento esses acontecimentos “aleatórios” vão se mostrar mais próximos do que nunca.

Outro fator de destaque é a personalidade da nossa protagonista, ela se mostra estável quase que todas as cenas em que dialoga com todo o restante do cast, mas o que desperta a curiosidade de que assiste é a forma como a mesma abusa do álcool e cigarro. Em determinados momentos aparecem garrafas e muitos cigarros jogados em seu carro, em outra cena ela aparece separando mais garrafas de vodca vazias das cheias e por ai vai. Algo me diz que esse vício é uma forma de tentar lidar com os traumas da infâncias que aos poucos vão aparecendo na tela, até o ápice final do episódio.

Tudo que foi apresentado ao longo  desses 60min serviu para instigar a nossa curiosidade, não que as perguntas não tenham sido respondidas claramente, mas pelo fato da direção e do roteiro nos fazerem questionar o que de fato ocorreu. Quem é o mocinho e quem é o vilão? Isso só vamos saber nos próximos capítulos.

 

E vocês, o que acharam do novo lado obscuro da HBO?

 

Comentários