Recentemente (bem, talvez não recente), rolou uma modinha no facebook onde você ia e postava um mapa de influências suas. Teve gente homenageando ídolo, autor, escritor, cantor e tudo o mais. Eu mesmo fiz uns dois, três. Nesta noite insone, madrugada de sexta, me dei conta que estamos em uma Sexta-Feira 13 e pensei aqui comigo: Que coisa melhor que fazer um quadro deste com as minhas influências no terror. Os piores vilões, demônios e psicopatas (ao menos a meu ver) da cultura pop. Bem, fui lá e fiz, e aqui está o resultado. Vou falar um pouquinho sobre cada um:

Regan, nossa querida encapetada do Exorcista. Muito mais que viras a cabeça 360º e vomitar gosma verde, lembro que essa “demônia”, literalmente, me deixou algumas noites sem dormir enquanto lia o livro do William Peter Blatty e quando vi o filme então, O Poder de Cristo Ordena, Vade Retro Satanás, fiquei com aquela imagem na cabeça e quem disse que eu dormia. A Cruz Sagrada Seja Minha Luz… Trauma até hoje desse livro/filme. As vezes revejo pensando que não, dessa vez eu vou é rir, mas, nop. Não rola. É cagaço.

Jason Vorhess tá aqui por obrigação né? Afinal, a data é dele. E lembre-se, para não ser morto por esse monstro imortal, basta ser virgem e casto. Ele geralmente gosta de ir atrás dos adolescentes safadeenhos que curtem dar uns amassos no camping Crystal Lake. Bom ficar de olho aberto e braguilha (da calça) fechada. Um fato curioso, Jason só aparece no segundo filme. O primeiro assassino de sexta 13 é bem crível e plausível.

Annie Wilkes, a fã número um que sequestrou seu autor favorito e o torturou para que ele escrevesse para ela como ela quisesse. Já são conhecidos alguns autores que eu amo (inclusive nacionais) e confesso que Annie me representa um pouco como fã louca número um de certos (as). Mas né? Só podia ser criação do mestre Stephen King em seu romance Misery, magistralmente interpretada pela rainha Kathy Bates no filme.

Pennywise, outra criação de Stephen King, dessa vez em It. A coisa assume a forma de seu maior medo e se alimenta desse medo (e de você, se bobear). Só digo que se aparecesse pra mim, não seria em forma de palhaço não. Melhor deixar quieto e nem comentar o que estaria me esperando se eu saísse do quarto aqui agora e fosse até a cozinha e topasse com a coisa.

Freddy Krueger. O cara te mata nos sonhos. Nem dormindo você está seguro. Isso só já é motivo pra se cagar de medo. E aquela cara dele toda queimada, as lâminas no lugar dos dedos… Wes Craven traumatizou toda uma geração. Numa hora dessas sou grato pela insônia.

Dementadores, ou como diz a própria J.K Rowling, criadora deles, a manifestação física da depressão. São seres que sugam sua alma pela boca e se alimentam de toda a felicidade do seu ser. Bem… comigo eles iriam morrer de fome. Acho que devo ter feito a Aurora e ter levado um beijinho de algum deles enquanto estava dormindo.

Drácula, em especial esse do Christopher Lee (que foi o autor pelo qual eu conheci o personagem) me deu muito medo na adolescência. Sério. Assistam aos filmes da Hammer com ele no papel. É sinistro. Da uns cagaços dos bons. E Drácula é Drácula, né? Vampiro original, sugador de sangue humano, que queima no sol e odeia a humanidade.

Por último, mas não menos importante, Norman Bates. Quer psicopata mais insano que esse? O cara sofria de um complexo de Édipo pesado. Acabou matando a própria mãe e se travestia como ela pra cometer assassinatos. E era tão insano que ele acreditava que realmente era a mãe dele quem cometia os assassinatos e que vivia junto com ele. Robert Bloch escreveu o personagem com maestria em seu romance Psicose. Hitchcock adaptou e Anthony Perkins interpretou lindamente. Freddie Highmore também fez um bom trabalho, mas sei lá, pra mim ele sempre vai ser o Charlie, da Fantástica Fábrica de Chocolate. (Pensando bem, nessa listinha o Willy Wonka do Johnny Depp é bem sinistrão também…)

Enfim, estes são minhas influências para a Sexta-Feira 13. E enquanto termino de escrever esse texto, os cães estão latindo loucamente na rua e eu estou com medo de sair do quarto para ir no banheiro, mas… Coragem! Espero voltar em breve.

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