“Estou deixando a vida bater em mim até que ela se canse. Aí eu vou revidar. É um golpe clássico”

Antes de mais nada é importante esclarecer um ponto, La La Land não é um musical. Sim, estou falando sério, eu também vi aquele plano sequência inicial (impecável). Tudo se trata de uma homenagem aos musicais da era de ouro de Hollywood. Aliás, o filme é cercado de referências a grandes clássicos, como “Cantando na Chuva”, por exemplo. Isso é um dos pontos que nos desperta aquela dúvida quanto ao gênero, que fazem muitos torcer o nariz na hora de escolher o que assistir.

Referência ao musical “Cantando na chuva” de Gene Kelly (1952).

Nessa obra incrível, somos apresentados a duas pessoas, uma delas é Mia, garota recém-chegada em Los Angeles, que almeja ser uma atriz de Hollywood. Em meio a audições sem sucesso, ela conhece o responsável pela outra parte da trama. Sebastian, um pianista que sonha em ter seu próprio clube de Jazz na cidade.

Aparentemente uma história muito simples se forma e a construção da narrativa, dividida em atos nos permite passar por todas as etapas junto com o casal. Nós os conhecemos, nos apaixonamos e na medida que a trama vai afunilando é perceptível que o sonho de ambos é colocado a prova a cada segundo. Fazendo com quem assiste, comece a questionar com Mia e Seb o rumo que a história vai tomar.

 “Um brinde àqueles que sonham! Mesmo que pareçam bobos. Um brinde aos corações partidos e toda a bagunça que causam!”

É evidente em vários pontos do filme que ambos têm um objetivo e correm atrás disso com unhas e dentes, porém os dois sentem aquele amor verdadeiro e talvez único na vida de cada. Esse é aquele gosto agridoce que fica na boca, quem assiste também partilha dos sonhos de ambos e torce para que eles alcancem, mas em momento algum queremos que eles cheguem até lá separados. É um jogo onde o vencedor tem aquilo quer, mas deixando para trás coisas que também quer. Afinal o que eles querem é o mesmo que precisam?

A sequência final, que se assemelha àquela brilhante direção de “(500) dias com ela”, sobre expectativa e realidade. Aqui é feito na forma do “e se…” Os créditos sobem e tudo que nos resta é permanecer por algumas horas com aquele nó na garganta e o doce amargo que é La La Land.

O doce e amargo La La Land
4.5Pontuação geral
Originalidade
Fotografia
Trilha sonora
Atuações
Desenvolvimento
Votação do leitor 7 Votos

Comentários