Muitos enigmas dão o ritmo de “O Vazio”, nova série animada da Netflix. A estreia de junho teve pouca divulgação pela plataforma, mas já alcançou boas críticas (incluindo nota 7,7 no IMDB logo nos primeiros dias). A produção canadense é voltada ao público pré-adolescente, com sua faixa etária a partir dos 10 anos. O show tem fortes influências de “Lost” e “Caverna do Dragão”, unindo aventura e muito suspense.

“O Vazio” (“The Hollow”) começa com três adolescentes trancados em uma sala, sem memória de como foram parar ali ou mesmo de quem são. Com papéis em seus bolsos, descobrem os nomes Kai, Mira e Adam, e com uma máquina de escrever na sala, tentam desvendar o mistério de como sair dali. Aos poucos, vão descobrindo mais mistérios do que respostas, e precisam trabalhar juntos para conseguir superar os desafios constantes.

 

Personagens misteriosos os levam de um laboratório secreto até um mundo desértico ou a um parque de diversões abandonado. Cada lugar tem suas características e dificuldades, o que torna o desenho ágil e divertido. Às vezes, até dá vontade de conhecer melhor cada espaço e criatura apresentado. E são muitas criaturas: de um povo minotauro, passando por sereias até um ciclope e a própria Morte. Piadas e o entrosamento dos personagens tornam algumas dessas cenas mais leves.

Os episódios têm ação rápida, com muita coisa acontecendo, desde o trio principal descobrir onde está, entrar em contato com outros personagens e resolver algum problema. Os finais de cada capítulo sempre apresentam um cliffhanger, algo que prende a atenção e faz querer assistir o próximo.

A produção é do estúdio canadense Slap Happy Cartoons, que não tem muitos trabalhos reconhecidos no Brasil. A direção é de Greg Sullivan (“Pucca”) e Josh Mepham (“Kid vc. Kat”), escritos por Vito Viscomi (“Se Liga, Ian”). O trio trabalhou junto em “Nerds and Monsters”, também da Slap Happy, antes de iniciar a produção de “O Vazio”, a primeira do estúdio que leva a assinatura da Netflix Original Series.

É um desenho bonito, ainda que simples na animação, que foca nos desafios e mistérios que o trio principal têm que desvendar. Não é educativo nem se preocupa em passar lições de moral, o que ajuda na agilidade e imersão no suspense. Com apenas dez episódios, é fácil maratonar “O Vazio”.

O Vazio
4.4Pontuação geral
Originalidade
Fotografia
Trilha sonora
Animação
Desenvolvimento

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