O cinema com temática LGBT vem, aos poucos, ganhando mais espaço na grande mídia, concorrendo ao Oscar e conquistando as salas de cinema. Muitos deles falam sobre os dilemas e dificuldades em assumir a sexualidade, a violência e preconceito vividos pelos personagens que refletem uma dura realidade. Algumas produções, por outro lado, buscam representar de forma leve e divertida a vida de pessoas LGBT, mostrando que todos merecem um final feliz. Na lista, alguns longas-metragens com personagens LGBT para mostrar o orgulho com muita felicidade:

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) – O filme nacional dirigido por Daniel Ribeiro conta a história de Leonardo, um adolescente cego que busca independência, lidando com suas dificuldades diárias e a superproteção da mãe. Gabriel, aluno novo na escola, o faz despertar para sentimentos que antes não conhecia, mudando diversas de suas perspectivas e até relação com sua melhor amiga, Giovana. O longa se desenvolveu a partir do sucesso de um curta-metragem do mesmo diretor, que tratou temas como a sexualidade, adolescência e necessidades especiais de maneira sincera, divertida e sensível.

Nunca Fui Santa (But I’m a Cheerleader – 1999) – A comédia de Jamie Babbit acompanha Megan, líder de torcida forçada pelos pais e amigos a encarar o fato de que é lésbica e, ao mesmo tempo, sendo mandada para um acampamento de conversão. O filme trata de maneira escrachada a visão que muitas pessoas têm da sexualidade como algo determinante nas normas sociais, de como mulheres e homens devem agir e se relacionar. No elenco, Natasha Lyonne (de “Orange is The New Black”) e RuPaul.

Imagine Eu & Você (Imagine Me & You – 2005) – Escolhendo as flores para seu casamento com Heck, Rachel começa a questionar seus sentimentos pela florista, Luce. Essa é a premissa de “Imagine Eu & Você”, estrelado por Piper Perabo e Lena Heady (a Cersei de “Game Of Thrones”). A descoberta inocente do amor e o tratamento leve do diretor Ol Parker fazem do filme um dos mais românticos da lista.

Com Amor, Simon (Love, Simon – 2018) – Baseado no livro de Becky Albertalli, “Com Amor, Simon” revela o grande segredo que Simon esconde até de seus colegas no colégio: ele é gay. Mesmo mostrando as dificuldades de lidar com a sexualidade na adolescência, o foco é a descoberta do amor, através da troca de e-mails com um aluno que Simon ainda não conhece, mas se sente confortável para discutir o segredo que dividem. A ansiedade dele para descobrir quem é o amor secreto movimenta o filme, surpresa imperdível do ano.

Elvis e Madona (2010) – Outro brasileiro na lista! Dirigido por Marcelo Laffitte, o longa acompanha Elvis (Simone Spoladore), lésbica que trabalha como entregadora de pizza, mas sonha em ser fotógrafa. Já Madona (Igor Cotrim) é uma travesti cabeleireira que quer produzir um espetáculo teatral. A amizade e a busca dos sonhos colocam as duas unidas, enquanto um amor se desenvolve. É uma comédia simples, mas tocante, que brinca com certos conceitos de sexualidade. O longa circulou por premiações ao redor do mundo, ganhando destaque antes mesmo de estrear em território nacional.

Priscilla, a Rainha do Deserto (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert – 1994) – Um dos filmes LGBT mais marcantes, a comédia é uma das mais vistas até pelo público fora do circuito LGBT, e um dos filmes australianos de maior sucesso mundial. O bom humor com que lida com temas importantes, do enfrentamento do preconceito às relações familiares, fez cair no gosto popular. Na trama, as drag queens Mitzi (Hugo Weaving) e Felicia (Guy Pearce) e a transexual  Bernadette (Terence Stamp) atravessam a Austrália a bordo do ônibus Priscilla para um show, descobrindo segredos dos amigos e de si mesmos. As interpretações do trio principal são impecáveis.

Patrick, Idade 1,5 (Patrik 1,5 – 2008) – com um tema pouco explorado no cinema, “Patrick, Idade 1,5” fala sobre adoção por casais homossexuais. A comédia sueca acompanha Göran e Sven, que acreditam estar adotando um bebê de um ano e meio, quando na verdade o papel de adoção conta com erro de digitação: o filho que chega para o casal é Patrik, um adolescente de 15 anos, problemático, homofóbico e aparentemente incorrigível. A dinâmica do trio movimenta a trama com questões importantes envolvendo adoção e preconceito.

Carol (2015) – Baseado no livro de mesmo nome de Patricia Highsmith, que se tornou um marco ao tratar de um romance lésbico sem que o final condenasse as duas moralmente ou terminasse em tragédia. A história se passa nos anos 1950 em Nova York, contando a história de Carol (Cate Blanchett), uma mulher mais velha que se encanta por Therese (Rooney Mara). A atenção aos detalhes e a beleza do filme de Todd Haynes garantiu premiações no Festival de Cannes e seis indicações ao Oscar.

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