2018 e o cinemas nos apresenta mais uma história sobre alguém diferente que não se encaixa nos padrões considerados “normais”. Nos mostrando de novo, que mesmo assim o diferente na verdade não tem nada de mais e acaba não sendo tão anormal, como a maioria adora ressaltar e apontar.

Sim, eu destaquei apenas um ponto dentro vários apresentado em “O touro Ferdinando”, um longa que soa como uma espécie de protesto sutil contra touradas e o tratamento dos animais que são submetidos a isso. Claro, não como plano de fundo, mas meio que superficialmente esse assunto serve como enredo para justificar o deslocamento do protagonista afeminado que encontra longe dali o significado do amor.

Não sei se fiquei tão confortável com o fato de algumas crianças ao meu redor no cinema perguntarem sobre o que vai acontecer com os touros que estavam sendo levados para o abatedouro. O filme não se propõe em militar sobre essas questões, mas bem que poderia, desde “A fuga das galinhas” estamos carentes dessa ideia de despertar um questionamento em crianças, sobre matar para comer.

O filme é divertido e tem ótimos personagens, um o outro pode ser considerado memorável, em meio aos clichês que devem conter e sempre apareceram com as mesmas personalidades em vários filmes do gênero. É gente, é uma obra com roteiro amarradinho e que pode ser considerado uma metáfora sobre aceitar e principalmente lidar com questões simples como respeito.

Ah! não posso deixar de destacar que esta obra é um processo criativo, adaptado e dirigido pelo nosso diretor brasileiro Carlos Saldanha, o mesmo por trás de filmes como “Rio” e “A era do gelo”. 

Delicado como uma flor, ou não
4.4Delicado como uma flor, ou não
Originalidade
Fotografia
Trilha sonora
Atuações
Desenvolvimento

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