Escrito e dirigido por Sergio Tovar Velarde, Cuatro Lunas é um filme com o qual todo gay vai se identificar. O longa é algo que pode ser definido como uma antologia, contendo quatro histórias (cada uma nomeada por uma fase da lua) que caracterizam bem as situações de vida pelas quais muitos passam, passaram ou ainda irão passar.

Em Lua Nova conhecemos Maurício (interpretado por Gabriel Santoyo), um gurizinho de dez anos que está se descobrindo e acaba se apaixonando pelo primo mais velho.

Lua Crescente nos apresenta Leo (Gustavo Egelhaaf ) e Fito ( Cesar Ramos ), Dois amigos de infância que se reencontram na fase adulta e acabam se redescobrindo e se apaixonando, embora um deles (eu não vou estragar aqui pra você), tenha mais dificuldade de se aceitar. Ja deixo dito que este casal, este núcleo, é o meu favorito do filme. O desenvolvimento dos dois, desde o primeiro beijo é a coisa mais fofa. E eles apresentam uma das cenas mais hilárias e verdadeiras do filme todo. A primeira vez. Todos nós sabemos que não, a primeira vez não é a coisa mais fácil do mundo não. E exige muita manha. E eles representam isso com maestria em uma cena que eu ri muito, e também achei a coisa mais fofa do mundo, sendo seguida por uma das cenas mais fofas do filme também, representada na imagem abaixo.

fonte: Adoro Cinema

Lua cheia um tema sensível. Um casal, Andrés e Hugo (interpretados por Alex de la Madrid e Antonio Velázquez) que está junto a dez anos e se encontra numa relação desgastada e entediante. Tudo piora quando ocorre uma traição. Um assunto sensível que é tratado de uma maneira delicada, mas que teve uma discussão bem necessária.

Lua Minguante apresenta um senhor idoso, já avô, que vive em uma sauna da cidade e acaba se apaixonando por um garoto de programa. Um dos núcleos que eu menos gostei. Joaquín (Alonso Echánoverepresenta algo com o qual eu, confesso, tenho um certo preconceito. Essa coisa de enganar uma mulher para se esconder. Essa vida de armário, já na velhice. Achei esse núcleo muito triste (e confesso que não simpatizei com o vovô).

Cuatro Lunas é um filme sensível, diria até que poético. Nos apresenta a realidade. Realidade da vida.  Uma realidade homossexual (nem um pouco diferente da heterossexual, na verdade) que dificilmente é apresentada com protagonistas gays. É uma joia escondida nos confins da Netflix que eu super indico a você, querido leitor. Mas já aviso. Prepare o lencinho. Cuatro Lunas é um filme que vai te emocionar, fazer refletir, virar a noite pensando um pouquinho mais e não vai sair de você tão cedo.

 

 

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