Responsável pela recém-criada editoria de gênero do The New York Times, a jornalista Jessica Benett constrói um guia incisivo e irônico de como sobreviver ao sexismo no ambiente de trabalho em Clube da luta feminista, que chega às livrarias este mês pelo selo Fábrica231. Principal lançamento da Rocco para o Dia Internacional da Mulher, o livro mescla pesquisas e estatísticas fundamentadas a experiências pessoais vividas pela autora e outras mulheres, mostrando que, mesmo com as conquistas alcançadas ao longo dos anos, muitas mulheres ainda deparam com o machismo, especialmente na vida profissional. Mas se os obstáculos existem, é possível reagir, garante a autora. E a chave para enfrentar o patriarcado é a sororidade, a aliança feminina baseada em apoio mútuo, empatia e força.

Logo nas primeiras páginas, descobre-se que o Clube da Luta que dá nome ao livro não é ficção – todos os meses, Jessica Bennett se reunia com um grupo de mulheres, com idades entre 20 e 40 anos, para conversar sobre seus empregos e desabafar. Em comum, queixas relacionadas ao machismo sutil enfrentado no dia a dia, como ver um colega homem levar o crédito pela ideia de uma mulher, ser constantemente interrompida em reuniões e, ao demonstrar algum descontentamento, ouvir perguntas ou comentários sobre TPM. A experiência do Clube foi fundamental para a jornalista, que aborda no livro tanto os desafios externos enfrentados pelas mulheres cotidianamente, quanto os comportamentos arraigados e autossabotadores delas próprias, que se manifestam em perfis como “a mãezona do escritório”, “a rejeita-crédito”, “a mulher-capacho” e “a contorcionista”, entre outros.

Com projeto gráfico moderno, repleto de ilustrações e esquemas divertidos, Clube da Luta Feminista oferece dicas valiosas e bem-humoradas para a mulher enfrentar o machismo e o preconceito, especialmente no ambiente corporativo, sempre num tom direto, informal e bem-humorado.

Tradução: Simone Campos

Formato: 14×21 cm

Páginas: 336

Preço: R$ 39,90

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