Passar pela adolescência não é fácil, e viver essa fase dentro de um bairro barra pesada é pior ainda. Bom, On My Block uma série original Netflix que aborda esse tema de forma genial, fazendo com quem nós brasileiros, amantes de novelas mexicanas possamos nos identificar, sorrir e sofrer junto com os personagens.

A série tem como co-criadores Lauren Iungerich, Eddie Gonzalez e Jeremy Haft. A história gira em torno da relação entre quatro amigos que acabam de entrar para o ensino médio e além dos desafios escolares, também passam juntos por dificuldades do bairro, desafios pessoais e o próprio relacionamento entre eles.

Monse (Sierra Capri), Cesar (Diego Tinoco), Ruby (Jason Genao) e Jamal (Brett Gray)  são amigos de longa data e estão prestes a entrar no ensino médio. Depois de passar as férias longe dos amigos, Monsei retorna com uma aparência física diferente, agora que entrou na adolescência, seu corpo passou por mudanças e isso é um dos fatores dos conflitos iniciais, antes ela era apenas uma garotinha e agora é uma mulher e chama bastante atenção por onde quer que passe. Por outro lado, sua volta do acampamento de verão causa uma desordem no grupo de amigos, isso se dá pelos boatos que surgiram durante sua ausência que envolvem uma relação entre ela e Cesar.

  

Além desse novo problema, cada membro do grupo passa por conflitos individuais que em certos momentos são compartilhados entre eles. Jasmin (Jessica Garcia) e Olivia (Ronnie Hawk) são personagens secundárias que aos poucos passam a fazer parte do grupo e de todos os conflitos, principalmente Olivia.

Brincando com a realidade

On My Block se passa em Los Angeles, especificamente em um local onde possui uma pluralidade de culturas e etnias. Um exemplo disso está no elenco principal, onde boa parte além do inglês, também falam espanhol (até por questões históricas). Porém um fator que é bastante abordada no show é a rivalidade entre gangues presentes na cidade, principalmente de gangues ligadas aos grupos latinos. Esse é um cenário presente em diversas metrópoles americanas. Aliados a isso um dos maiores destaques da série são os assuntos abordados, como por exemplo o feminismo, sororidade, racismo, colorismo e xenofobia.

Mas essas questões aparentemente polêmicas não são mostradas de qualquer forma, a piada muitas vezes em forma de metáforas são o ponto alto da comédia. Brincar com a própria natureza de seus problemas faz com que quem assista passe a ter uma empatia com o assunto e se aproximam cada vez mais dos personagens ao longo dessa curta temporada.

No final das contas, se você passar por essa série no catálogo e se sentir tentado a dar uma chance, tenho certeza que será cativado já nos primeiros segundos de cenas. E, claramente está assim como eu ao prantos nos momentos finais (sem spoilers), mas garanto que o desenvolvimento da trama é maior do que ela mesmo prometia inicialmente.

Bom, é isto. Deixo aqui o gostinho para quem não conhecia o show e para aqueles que estavam curioso quanto a mais uma coisas integradas à lista de “novidades” da Netflix.

 

Brincando com a própria realidade
4.5Pontuação geral
Originalidade
Fotografia
Trilha Sonora
Atuações
Desenvolvimento

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