Coreia do Sul, anos 1930. Durante a ocupação japonesa, a jovem Sookee é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko, que leva uma vida isolada ao lado do tio autoritário. Só que Sookee guarda um segredo: ela e um vigarista planejam desposar a herdeira, roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. Tudo corre bem com o plano, até que Sookee aos poucos começa a compreender as motivações de Hideko. Bom, essa é a sinopse original do filme, mas está longe de revelar a grandiosidade desta obra única.

O longa é uma espécia de suspense erótico, que tem como objetivo principal mostrar como uma obra bem direcionada pode enganar o telespectador de todos o modos. Com uma trama estabelecida e personagens devidamente apresentados, aos poucos, quem assiste começa questionar as atitudes da criada, e eu me arrisco a dizer que essa era a real intenção do diretor. Veja bem, inicialmente era para ser, até sermos apresentados ao segundo ato do filme, onde todas as peças do tabuleiro se reorganizam e nos deparamos com uma nova narrativa que me fez ficar de boca aberta com tamanha engenhosidade.

Para um filme com duração de 2h20, A Criada apresenta uma trama que instiga o interesse do espectador a cada cena, transformando a obra em uma espécie de  jogo de enganações, que no final das contas o maior iludido é aquele que assiste. É impossível digerir esse filme sem questionar e teorizar, a sede por saber os mistérios por trás de cada um dos personagens que compõem o cerne da história é um dos fatores que mais se destacam no conjunto final da trama.

A violência brutal  que é uma caracteristica do diretoe Park Chan-wook, o sul-coreano responsável pelo sucesso cult Oldboy, está menos presente nesta produção, dando lugar à tensão sexual. O filme é simplesmente  brilhante.

Ápice do cinema Sul-Coreano
4.8Pontuação geral
Originalidade
Fotografia
Trilha sonora
Atuações
Desenvolvimento
Votação do leitor 1 Voto

Comentários