Ícone da literatura norte-americana, o escritor Philip Roth morreu na noite dessa terça-feira (22/5), aos 85 anos, em Nova York. Ele teve uma insuficiência cardíaca em um hospital da cidade. Nascido em Newark, Nova Jersey, em 1933, publicou mais de 30 livros em seus mais de 60 anos de carreira.

Mesmo sendo ateu, muitas de suas obras refletem (e questionam) conceitos religiosos, em especial a comunidade judaico-americana, na qual cresceu. Temas como política, sexo e mortalidade foram centrais em diversos de seus textos. Diversos dos seus escritos, com toques autobiográficos, têm um tom de sarcasmo e humor negro ao tratar de assuntos sérios, muitas vezes vistos como tabus.

“O Complexo de Portnoy” o alçou à fama mundial. O protagonista revela ao seu psicanalista o relacionamento com uma mãe possessiva, suas obsessões sexuais e os dramas de sua condição de judeu nos Estados Unidos dos anos 1960. Com “Pastoral Americana”, venceu o Pulitzer de Ficção em 1998, relatando a história de um homem que descobre sua filha envolvida em atos terroristas durante a Guerra do Vietnã. A obra faz parte da Trilogia Americana, completa por “Casei com um comunista” e “A Marca Humana”, e foi adaptada ao cinema em 2016.

Seu último romance foi “Nêmesis”, lançado em 2010. Dois anos depois, anunciou o fim de sua carreira. Apesar disso, publicou no ano passado “Why Write?” (inédito no Brasil), coletânea de ensaios e textos não-ficcionais de Roth dos anos 1960 até os mais recentes. Foi vencedor de improtantes prêmios, do Man Booker Prize ao National Book Award, e foi cotado como favorito ao Nobel de Literatura mais de uma vez, apesar de não ter sido vencedor.

 

 

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